
Bruno Monteiro Aiub, mais conhecido como Monark, aquele que é mais louco que todos nós, aprontou mais uma das suas peripécias. Quem poderia imaginar, não é mesmo? Hoje ele participou do Inteligência Ltda., podcast do Rogério Vilela, afinal ainda é lucrativo explorar as loucuras ditas pelo Monark. Não tenho a menor dúvida que os olhos do Vilela – que vai posar como amigo do Monark, dando-lhe a milésima oportunidade de se envergonhar em público participar de um podcast, e não alguém que quer usá-lo para conseguir visualização – brilharam quando ele começou a falar que os celulares leem nossa mente. Porém algo que o Vilela não contava é que logo depois o Monark também exclamaria: “Podia ter o partido dos pedófilos!”.
O corte desse trecho já está circulando por aí e com certeza enquanto eu escrevo já tem gente tentando defender a fala do Monark de algum jeito. Porque, e essa é a real surpresa nessa história toda, ainda existe gente com mais coragem do que noção de ser advogado pro bono dele. Essas pessoas dirão que foi ragebait, que ele estava fazendo uma piada, que era só um exemplo extremo dentro do que discutiam naquele momento. Nada disso fará a menor diferença e nem falo como alguém que aproveita qualquer oportunidade para debochar da situação do Monark.
Independente do contexto, essa foi só a mais recente das enésimas falas polêmicas que o menino maluquinho favorito da direita vem colecionando nos últimos anos. Estamos num ponto que pouco importa o que o Monark diz porque ele já extinguiu qualquer boa vontade que uma pessoa (honesta) poderia ter.
Vamos voltar um pouco no tempo!
Depois de fazer um rodízio pelos podcasts dos seus falsos amigos – e mantenho o meu posicionamento que qualquer um que bota esse cara para falar ao vivo não sente um pingo de amizade por ele – o Monark deu uma sumida da internet. Até que ele reapareceu com um novo canal no YouTube dizendo que iria estrear seu terceiro podcast, o Bruno Aiub Show. Poucos dias depois, o YouTube deletou o seu canal alegando que violava as diretrizes da plataforma. Isso trouxe de volta toda aquela narrativa dos seus fãs mais arraigados, e pessoas que querem se aproveitar politicamente da situação, de que o Monark é vítima de perseguição. Dessa vez estavam até mais confiantes porque supostamente ele não tinha feito nada de errado… caso você não entenda como o YouTube funciona.
Lá em 2022, o Monark foi banido depois de usar o seu antigo canal para divulgar a “live do argentino”. Quem não se lembra, era um vídeo que botava combustível nas conspirações sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas para estimular a ideia que houve alguma fraude. O Monark, como qualquer outro youtuber, sabe que quando você é banido da plataforma você não pode criar outro canal. No momento que identificarem que é você, o novo canal será removido.
E sabe o que é mais curioso? Recentemente o Monark soltou outro vídeo, dessa vez num perfil oficial seu no Twitter, mostrando que o estúdio para o podcast está pronto. O que chamou a minha atenção é que ele também mencionou que está fazendo um site para que as pessoas acompanhem o podcast e, mais do que isso, possam apoiá-lo com assinaturas. Existe a possibilidade que o Monark apenas foi moleque e achou que conseguiria fazer um novo canal com seu nome de verdade. Mas também não me surpreenderia se ele fez tudo isso apenas para colocar seu nome em evidência de novo e angariar um pouco de simpatia pelos maluquinhos que ainda acham que ele é uma vítima. Se o Monark é vítima de algo, esse algo é nada menos que sua própria estupidez.
Vamos voltar mais um pouco no tempo!
O Monark começou na internet com seus vídeos de Minecraft lá em 2010. Três anos depois ele se tornou uma das principais figuras do cenário de videogames do YouTube brasileiro. Não lembro se ele se tornou o maior, mas suficientemente famoso para aparecer na mídia tradicional como a sua famigerada participação no Encontro com Fátima Bernardes. Para o seu azar, os anos seguintes não foram tão generosos. Tempo depois rolou aquela treta que ficou conhecida como “A Casa Caiu” em que vários youtubers foram acusados de usarem bots para inflar o engajamento dos vídeos e assim melhorar seu ranqueamento na plataforma. Alguns desses youtubers conseguiram se recuperar dessa treta, mas o Monark não foi um deles. A audiência dele entrou num declínio vertiginoso e por muito pouco ele não foi esquecido do YouTube.
Pula para 2018 e o Monark consegue sua segunda chance na sua carreira ao ser pioneiro em copiar o podcast do Joe Rogan aqui para o Brasil. Junto com o Igor 3K ele criou o Flow Podcast que, para bem ou para mal, pavimentou uma nova era no YouTube. Aqui eu gostaria de chamar atenção para algo. A maioria das pessoas tem apenas o imaginário do Monark do Minecraft e do Monark do Flow e não conhece o intervalo entre eles. Porém eu cheguei a ter um vislumbre.
Entre 2015 e 2017, não me lembro ao certo, frequentei alguns grupos otakus lá Facebook. Um dia alguém postou o trecho de uma live do Monark que naquele tempo já era um espectro na internet. Não precisava ser um profissional para notar que mentalmente ele não estava bem. Bêbado, alteradíssimo e esbravejando uma sequência de maluquices que iam de um niilismo freestyle até a conspiração política. Mal sabia eu que aquilo era um prelúdio do que ainda estava por vir.
Agora vamos para 2022, ano do fatídico “Eu sou mais louco que todos vocês!”. Já tinha um tempo que o Monark participava dos podcasts entorpecido, fosse com cerveja ou maconha. Programas estes, vale ressaltar, que aconteciam ao vivo. O Monark já era uma figura polêmica lá no Twitter, portanto não era questão de se iria dar um problema no Flow, era quando e não foi por falta de aviso.
A história todo mundo está careca de saber, então não tem para que me repetir aqui. Monark saiu do Flow, os anunciantes também, e o seu canal antigo, além de morto, não podia ser mais monetizado (esse último eu confesso que carece de fontes). Por conta disso, o Monark recorreu a Rumble, o YouTube da direita americana alucinada, para firmar um contrato que viabilizasse o Monark Talks, seu segundo podcast. Evidentemente que ali o Monark não tinha nem metade da audiência do Flow e qualquer perspectiva de conseguir patrocínio, mas pelo menos ele continuava ganhando a atenção que é o que ele mais almeja na vida. Só que, como eu disse, o Monark é vítima de si mesmo.
Ele resolveu dobrar a aposta e, sem um 3K ali do lado para moderá-lo, o Monark pirou de vez na batatinha. Essa é outra história que todo mundo também está careca de saber, então outra vez não irei me repetir. O Monark conseguiu a façanha de se tornar um problema para a Rumble que não renovou o seu contrato o Monark Talks virou lost media. Na verdade os episódios acho que estão no ar, só não dá mais para acessar a Rumble do Brasil.
Depois de mais meia dúzia de polêmicas, o Monark foi se auto exilar nos Estados Unidos. Um exílio que durou alguns anos e terminou com ele voltando para a ditadura brasileira pelo aeroporto. Nesse intervalo, o Monark fez aquele rodízio pelos podcasts que eu mencionei onde constatou-se que além do chapéu ele também vestiu o uniforme de alumínio. Não vou nem me dar ao trabalho de elencar todas as conspirações que ele falou nesses programas porque não quero me estender. Todavia, não posso deixar de citar a minha favorita: quando ele disse que as elites têm um raio laser gigante no céu que é capaz de incinerar as pessoas. Live action de Akira quando?
Esses dias, o BRKsEDU comentou sobre o caso do Monark no seu podcast, cujo nome eu tenho absoluta inveja, DeByte. O Edu falou como acredita que as pessoas merecem uma segunda, terceira e até quarta chance. Gostaria de ser assim. Talvez com outra pessoa até eu consiga ser assim. Mas com o Monark não dá. Não é nem por maldade, é porque eu acho um desperdício de tempo e esse último episódio com o Vilela é só mais uma prova. É quase como se ele estivesse em eterno modo de autossabotagem.
Mas me impressiona que ainda existem aqueles que acreditam que o Monark é vítima. “Acreditam”, né? Dessa turma que carrega um selinho azul ao lado do nome eu não espero muita honestidade na defesa. De qualquer forma ainda existem umas dúzias de gatos pingados que ainda querem dar a, já perdi as contas, próxima nova chance ao Monark. Não irei desejá-los boa sorte porque, de novo, acho desperdício. Vocês podem fazer o esforço que quiserem para tentar limpar a imagem do Monark, mas na hora que virarem o rosto ele vai pular na lama de novo.
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