
Bruno Monteiro Aiub, mais conhecido como Monark, Aquele Que É Mais Louco Que Todos Vocês, aprontou mais uma das suas peripécias. Quem poderia imaginar, não é mesmo? Hoje mais cedo ele participou do Inteligência Ltda., podcast do seu (falso) amigo Rogério Vilela, pois ainda é muito lucrativo explorar as loucuras que ele solta com uma frequência alarmante.
Não tenho a menor dúvida que os olhos do Vilela – esse grandíssimo amigo, tão grato por tudo que o Monark fez por ele e que não perde a chance de lhe dar outra oportunidade de passar vergonha em público por visualizações participar de um podcast para expressar suas ideias – brilharam quando ele começou a falar sobre como os celulares podem ler nossa mente e que espiões colocavam laxante na comida dele lá nos Estados Unidos. Porém algo que o Vilela não contava é que em algum momento o Monark também exclamaria: “Podia ter o partido dos pedófilos!”.
O corte desse trecho já está circulando pela internet. Com toda certeza enquanto eu escrevo já tem gente tentando defender a fala do Monark de algum jeito. Porque, e para mim essa é a real surpresa nessa história toda, ainda existem pessoas com mais coragem do que noção para agir como advogado pro bono dele. Eles dirão que foi ragebait, que o Monark só estava fazendo uma piada, que era só um exemplo extremo dentro do que discutiam naquele momento. Nada disso fará a menor diferença e nem falo como alguém que aproveita qualquer oportunidade para debochar dele.
Saben aquele ditado de que peixe morre pela boca? Pois o Monark é um gigantesco pirarucuzão!
Ficar explicando contexto ou então apontar que ele não falou sério é irrelevante quando a pessoa em questão é o Monark. Esse debilóide passou os últimos quatro anos fazendo um esforço descomunal para extinguir qualquer boa vontade que uma pessoa (honesta) ainda poderia ter com ele. Então e daí se ele acha ou não que deveria existir o partido dos pedófilos? Sendo irônico ou sincero, ele continua abrindo a boca para falar um absurdo que só tende a piorar mais ainda a sua situação. Vamos voltar um pouco no tempo.
Depois de fazer um rodízio pelos podcasts dos seus falsos amigos – e mantenho aqui a minha opinião de que qualquer um que bota esse cara para falar ao vivo não tem um pingo de estima real por ele – o Monark deu uma sumida da internet até semanas atrás. Do nada ele surge com novo canal no YouTube dizendo que iria estrear seu TERCEIRO podcast: o Bruno Aiub Show. Entretanto, passado alguns dias, o YouTube deletou este canal alegando que ele violava as diretrizes da plataforma. Então começou, outra vez, aquela narrativa dos fãs mais arraigados (e daqueles que querem se aproveitar politicamente da situação) de que o Monark é vítima de perseguição do sistema, do Estado, dos progressistas, das elites, do Xandão, etc. Escolham aí seu malvado favorito.
Dessa vez essas pessoas até estavam mais confiantes porque superficialmente parecia que o Monark não fez nada de errado. Claro que é só cinismo de gente fingindo não saber como as políticas do YouTube funcionam. Lá em 2022, o Monark foi banido depois de usar o seu antigo canal para divulgar a infame “live do argentino”. Quem não se lembra, era um vídeo que botava combustível nas conspirações sobre supostas falhas nas urnas eletrônicas para estimular a ideia que houve alguma fraude nas eleições. O Supremo Tribunal Eleitoral, não o Federal, deu uma dura no YouTube e a empresa acabou por banir o Monark de vez da sua plataforma. Ele, como qualquer outro youtuber, sabe que quando isso acontece você não pode criar outro canal até conseguir reverter a situação. Não há discussão: se identificarem que é você por trás do canal, ele será removido na mesma hora.
Aí querem emplacar esse papinho de que é um exagero tudo isso que o Monark está passando e que não querem deixá-lo trabalhar. Mas, sejam sinceros, que plataforma vai querer ceder espaço pra uma bomba-relógio igual esse cara? Ainda mais o YouTube que já passou por não sei quantos “adpocalypses”? Nenhuma empresa vai se associar com um cara que no meio de um podcast fala sobre partido dos pedófilos. Para alguns pode ser apenas uma piada infeliz, para o YouTube é a famosa “liability”.
Aliás, sabem algo curioso? O Monark soltou outro vídeo, dessa vez num perfil oficial seu no Twitter, mostrando que o estúdio para o seu novo podcast está pronto. O que chamou a minha atenção é que ele também mencionou que está fazendo um site para que as pessoas acompanhem o programa e também possam apoiá-lo com assinaturas. Ou seja, se tem algo que esse cara não está passando é necessidade. Ele tem dinheiro mais do que suficiente, não só para se manter como também criar sua própria plataforma, e não tenho dúvidas que existe todo um submundo da direita que vai apoiá-lo no projeto.
Por esse motivo eu penso que é bem possível que o Monark não foi apenas moleque e achou que conseguiria fazer um novo canal com seu nome de verdade. Não me surpreenderia se ele fez tudo isso intencionalmente para colocar seu nome em evidência de novo e angariar um pouco de simpatia pelos maluquinhos que ainda acham que ele é uma vítima. Mas se o Monark é vítima de algo, esse algo é nada menos que sua própria estupidez.

Vamos voltar mais um pouco no tempo.
O Monark começou na internet com seus vídeos de Minecraft lá em 2010. Três anos depois ele se tornou uma das principais figuras do cenário de videogames do YouTube brasileiro. Não lembro se ele se tornou o maior, mas suficientemente famoso para aparecer na mídia tradicional, como a sua famigerada participação no Encontro com Fátima Bernardes. Para o seu azar, os anos seguintes não foram tão generosos. Tempo depois rolou aquela treta que ficou conhecida como “A Casa Caiu” em que vários youtubers foram acusados de usarem bots para inflar o engajamento dos vídeos e assim melhorar seu ranqueamento na plataforma. Alguns desses youtubers conseguiram se recuperar dessa treta, mas o Monark não foi um deles. A audiência dele entrou numa queda vertiginosa e por muito pouco ele não foi esquecido do YouTube.
Pula para 2018 e o Monark consegue uma segunda chance na sua carreira ao ser pioneiro em copiar o podcast do Joe Rogan no Brasil. Junto com o Igor 3K, ele criou o Flow Podcast que, para bem ou para mal, pavimentou uma nova era no YouTube. Aqui eu gostaria de chamar atenção para algo. A maioria das pessoas criou um imaginário do Monark do Minecraft e um do Monark do Flow. Contudo, existe um intervalo entre essas fazes que pouca gente conhece ou se lembra. Eu mesmo não saberia se não fosse um vislumbre que que tive num grupo de Facebook.
Não lembro exatamente a data, mas foi entre 2015 e 2017 em que eu frequentava alguns meios digitais otakus. Um dia alguém postou o trecho de uma live do Monark que naquele tempo já era um espectro na internet. Não precisava ser um profissional para notar que ele não estava bem. Física, emocional e mentalmente. Bêbado, alteradíssimo e esbravejando uma sequência de maluquices que iam de um niilismo freestyle até a conspiração política. Sabem aquela imagem do Monark de olhos esbugalhados gritando ensandecido com o Marcelo Brigadeiro no Barbacast? Era mais ou menos assim que ele estava naquela live falando com seu chat.
Agora vamos para 2022, ano do fatídico “Eu sou mais louco que todos vocês”. Já tinha um tempo que o Monark participava entorpecido dos podcasts, fosse com cerveja ou maconha. Programas estes, vale ressaltar, que aconteciam ao vivo. O Monark já era uma figura polêmica lá no Twitter, portanto não era mais uma questão de se ele ia fazer merda no Flow, era de quando. E não foi por falta de aviso.
A história todo mundo está… careca de saber, então não tem para que me repetir aqui. Monark saiu do Flow, os anunciantes também, e o seu canal antigo, além de morto, não podia ser mais monetizado (este último eu confesso que carece de fontes). Por conta disso, o Monark recorreu a Rumble, o YouTube da direita americana alucinada, para firmar um contrato que viabilizasse o Monark Talks, seu segundo podcast. Evidentemente que ali o Monark não tinha nem metade da audiência do Flow ou qualquer perspectiva de conseguir patrocínio. Mas pelo menos ele continuava ganhando a atenção que é tudo que ele mais quer na vida. Só que, como eu disse, o Monark é vítima de si mesmo.
Ele resolveu dobrar a aposta e, sem o Igor ali do lado para moderá-lo, o Monark pirou de vez na batatinha. Essa é outra história que todo mundo também está… careca de saber, então outra vez não irei me repetir. O Monark conseguiu a façanha de se tornar um problema para a Rumble, hoje banida do Brasil, que decidiu não renovar o seu contrato e deixar o Monark Talks simbolicamente virar lost media. O canal está lá, mas as pessoas tem mais o que fazer do que instalar uma VPN só para rever um podcast esquecido por todos os envolvidos.
Depois de mais meia dúzia de polêmicas, o Monark foi se autoexilar nos Estados Unidos. Um exílio que durou alguns anos e terminou com ele voltando para a ditadura brasileira pelo aeroporto. Nesse intervalo, o Monark fez aquele rodízio pelos podcasts que eu mencionei onde constatou-se que além do chapéu ele também vestiu o uniforme de alumínio. Não vou nem me dar ao trabalho de elencar todas as conspirações que ele falou nesses programas porque não quero me estender. Todavia, não posso deixar de citar a minha favorita: quando ele disse que as elites têm um raio laser gigante no céu que é capaz de incinerar as pessoas. Live action de Akira quando?
Esses dias, o BRKsEDU comentou sobre o caso do Monark no seu podcast, cujo nome eu tenho absoluta inveja, DeByte. O Edu falou como acredita que as pessoas merecem uma segunda, terceira e até quarta chance. Gostaria de ser assim. Talvez com outra pessoa até eu consiga ser assim. Mas com o Monark não dá e não é nem por maldade. Só acho um desperdício de tempo. Esse último episódio com o Vilela é mais uma prova, pois é quase como se ele estivesse num eterno modo de autossabotagem.
Mas me impressiona que ainda existem aqueles que acreditam que o ele é vítima. “Acreditam”, né? Dessa turma que carrega um selinho azul ao lado do nome eu não espero muita honestidade na defesa. De qualquer forma ainda existem umas dúzias de gatos pingados que ainda querem dar a, já perdi as contas, próxima nova chance ao Monark. Não irei desejá-los boa sorte porque, de novo, acho desperdício. Vocês podem fazer o esforço que quiserem para tentar limpar a imagem do Monark, mas no primeiro chiqueiro que encontrar ele vai pular de cabeça, se besuntar na lama e sair dizendo que os Poderosos™ o empurraram.
EDIT 23/06/2026: nas últimas semanas o Monark entrou numa pira transfóbica de dizer que suspeita que não existe mais mulher por aí. Mais do que isso, ele também acredita que existe uma conspiração para fazê-lo ficar só com mulher trans e que “descobriu” TRÊS anos depois que sua ex noiva era trans. Ah, e por algum motivo ele não acredita que o Whindersson Nunes não perdeu o filho de verdade porque na sua cabeça a esposa dele também é trans. Isso aí, continuem tentando defender esse verme!
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tenso dms mano pqp, será q ele vai dar mais uma bola fora mais alta ou só continuar nesse nível msm pqp
Como eu falei, com o Monark não é uma questão de se e sim de quando
O pior que o monark genuinamente parede alguém com problemas mentais, ele não é um Nicolas que engaja em conspiracionismo por voto, o monark realmente acredita disso, a radicalização política dele combou com surto e abuso de drogas e deu no que deu
É uma pena que deletaram o grupo do Facebook então não tem como resgatar o trecho de anos atrás. Lá dá pra ver perfeitamente que essa loucura do Monark não é de agora, só agravou com todas as tretas em que ele resolveu se meter
Tendo acompanhado o Monark quando eu era criança/adolescente lá na sua época de Minecraft, me intriga bastante o rumo que as coisas tomaram. Fui parando de acompanhar um pouco antes do A Casa Caiu, nunca soube direito o que rolou com ele entre o Minecraft e o Flow, qual foi a treta entre ele e o Leon, etc. Mas é fascinante, o cara fundou no youtube br, em dois momentos diferentes, dois dos gêneros mais populares de seus tempos e se sabotou nas duas vezes. De uma forma meio macabra, acho o Monark uma das figuras mais interessantes da internet brasileira.
Dá pra discutir se lá nos tempos de Minecraft foi injustiça ou incompetência do Monark. Mas do Flow pra frente o cara só se deu tiro no próprio pé!