Como o Grummz mente para você #7: a máquina dos “vigaristas midiáticos”

Imagem de um episódio de South Park em que Cartman explica o golpe da startup deles de criar uma empresa só para vender e ficar com o dinheiro. A imagem foi editada colando a foto do perfil do Grummz, conhecido picareta da comunidade gamer

Nesse último Summer Game Fest tivemos o anúncio de Rayman Legends Retold, o remake desnecessário do amado Rayman Legends (2013). Assim como ocorre com lançamentos, houve várias comoções com diferentes perspectivas. Para alguns o remake novamente desnecessário era uma demonstração da falência criativa na qual a Ubisoft se encontra. Outros já resolveram cair na chantagem emocional de acreditar que esse remake que segue desnecessário vai trazer um novo título para a franquia. Enquanto isso, o usuário Grummz resolveu falar de outro tópico que para ele era mais pertinente: que diminuíram os peitos da Barbara.

Vocês não sabem o quanto eu queria que isso fosse um exagero meu!

Grummz, conhecido picareta esquisito da comunidade gamer, reclamando que diminuíram os peitos de uma personagem do remake de Rayman Legends

No último texto de Como gamers mentem para você eu dediquei alguns parágrafos para falar um pouco de dois conhecidos picaretas da comunidade gamer, Kabrutus e o supracitado Grummz. Considero ambos os melhores exemplos de como funciona o mecanismo do que eu chamo de vigarice midiática. O termo na verdade não é meu, é uma tradução livre do que as comunidades gringas chamam de media grifting.

Eu também já abordei esse tema no meu penúltimo texto da série quando falei sobre a mudança no formato de conteúdo que a Central fez anos atrás ao perceber que copiar vídeo sobre Overwatch já não estava rendendo o mesmo engajamento. Só que é um texto muito longo, portanto resolvi escrever mais um artigo que seja mais focado em explicar exatamente qual é a estratégia por trás de toda essa picaretagem.

Vigaristas sempre existiram na história da humanidade. No século XVIII, por exemplo, surgiu a figura do vendedor de óleo de cobra, um remédio milagroso, que anos depois se tornou uma representação clássica do picareta. Nos séculos seguintes surgiram novas “espécies” de trambiqueiros, sempre acompanhados das transformações econômicas, sociais e tecnológicas. Se no passado tínhamos o trambiqueiro querendo te vender um tônico milagroso, hoje temos o coach que te promete o segredo para ficar rico com o seu curso. Fora as incontáveis tentativas de golpes que recebemos diariamente, seja por e-mail, SMS, WhatsApp e por aí vai.

Já o vigarista midiático surge nesse contexto de redes sociais, atuando em dois campos que mexem bastante com o afeto das pessoas: política e cultura pop (filmes, séries, HQs, videogames, etc). Esses novos picaretas se especializam em entender como os algoritmos funcionam, moldando seu conteúdo para conseguir o máximo de engajamento possível. Assim eles usam e abusam de clickbaits, distorcem informações, manufaturam polêmicas e redirecionam a atenção que conseguem para alguma das suas plataformas monetizadas. Então se você vê no Twitter algum perfil com o selinho de verificado falando alguma coisa inacreditavelmente estúpida, tem altas chances de ser um desses picaretas tentando ganhar uns centavos do Elon Musk.

Gostaria de botar um asterisco aqui. Por vivermos nessa epidemia de vigaristas midiáticos, muita gente se acomodou na ideia que é só ignorar essa galera que uma hora eles irão sumir. De fato, não engajar com as postagens de gente com selinho azul é o mais indicado, afinal nem sempre aquela é uma opinião genuína deles. Como eu mostrei no texto da Central, o Lion e o Outro Cara Lá tinham um discurso diametralmente diferente do que eles têm hoje. Entretanto, mesmo que eles não acreditem no que falam, por outro lado o público deles acredita e vai espalhar essa palavra.

Mais de sete mil esquisitos curtiram a postagem do Grummz achando ruim uma personagem de Rayman não ter os peitos da Tifa. Não preciso nem entrar no mérito que a Barbara é desenhada para aparentar ser uma moça mais jovem (lê-se: adolescente) porque seria ridículo até mesmo seria um papo de maluco mesmo se ela fosse mais velha. Por isso eu acho que ainda vale a pena rebater a retórica desses picaretas para mostrar como a máquina da vigarice midiática funciona.

Eu gosto de dividir esses trambiqueiros em dois tipos: os produtores, ou creators, e os marketeiros. Produtores são aqueles como a Central cuja renda vem de plataformas, como YouTube, Twitch, Kick e correlatos, onde criam conteúdo de baixíssimo valor. Em todos os sentidos possíveis! Não tem qualquer comentário relevante, análise ou trabalho jornalístico. Quando tem algum valor humorístico é porque você está rindo do vigarista e não com o vigarista. O que eles fazem é pregar para convertido, usando as palavras que sabem que o público deles quer ouvir para atrair e mantê-los ali na sua comunidade.

Pega qualquer vídeo da Central e é sempre o mesmo esquema: uma thumbnail com clickbait, 15 minutos ou mais de papo furado lendo alguma notícia e fazendo comentários superficiais com uma gameplay rodando no fundo que eles pegam de algum canal que disponibiliza gratuitamente. A edição é mínima e assim eles são capazes de lançar dois vídeos por dia a semana toda. O teto de visualização deles é baixo e a média mensal deles não passa de 50 mil. Não são vídeos para quem procura conteúdo de qualidade, são vídeos para quem busca validação da própria opinião. Por isso é tão difícil para alguém fora dessa bolha, que tenha o mínimo de critério, acompanhar um canal desse.

Contudo, ainda é um modelo vantajoso se você considerar o pouco de investimento de tempo e recursos que precisam colocar ali. No caso da Central, eles podem contar até com patrocínio de loja de gift card. Ou seja, mesmo sendo um conteúdo ruim de alcance limitado, ele dá algum lucro.

A maior desvantagem para esse tipo de vigarista é que ele depende demais da plataforma na qual se encontra. Se um dia o YouTube decidir deletar o canal da Central, acabou para o Lion e o Outro Cara Lá. Dificilmente eles vão conseguir construir uma comunidade em outra plataforma. O espaço já foi preenchido por outros vigaristas ou simplesmente não terão o mesmo alcance.

O Ex-box Mil Grau do Chief por exemplo – que é ao mesmo tempo um picareta e uma pessoa podre – não consegue um décimo na Kick do que ele conseguia antes na Twitch e no YouTube. Ele até tenta afirmar para a meia dúzia de doentes que ainda o seguem que o extinto canal deles ainda tem alguma relevância cultural na comunidade gamer. A verdade é que todo mundo considera o Ex-box Mil Grau ou uma piada, ou racista, ou ambos. Porém ele ainda precisa manter a fantasia para sua bolha criando inimigos como os sonystas, os jornalistas esquerdistas, os lacradores, etc., para distrair essa galera que o conteúdo que ele consegue produzir está abaixo da linha de medíocre.

O Grummz também se utiliza muito desse tipo de discurso, porém se tratando da classe de vigaristas que ele representa eu o encaixaria nos marketeiros. Para ilustrar, vou falar rapidamente de outro trambiqueiro que mencionei no meu texto da Central, o Yorch Torch Games.

Yorch Torch Games é um perfil vigarista do Twitter que passa o dia reclamando de cultura woke para tentar conseguir atenção na internet e pegar de entendedor de vídeo games

Assim como muitos dos vigaristas marketeiros, o Yorch começou tentando ser um produtor. Primeiro ele teve um canal de YouTube, porém ele é um picolé de chuchu maior que o Geraldo Alckmin. Quando isso não deu certo, ele tentou se vender como desenvolvedor de jogos para se dar mais credibilidade. Ninguém se interessou pelos joguinhos genéricos dele e esse plano foi por água abaixo também.

Agora qual a nova empreitada dele? Ele criou um perfil no Substack no qual ele escreve – “ele”, se é que me entendem – artigos sobre game design e estratégia de negócios. Duas coisas que com toda certeza ele manja bem. Há um porém. Alguns dos artigos não estão disponíveis para todos. Para ter acesso você precisa pagar uma assinatura sob a promessa que irá receber análises de mercado que te ensinarão a desenvolver “jogos altamente lucrativos”. Com toda certeza o cara que fica reclamando de cultura woke dia sim e dia também sabe o necessário para criar um projeto de sucesso. Apenas ignore que ele não tem um desses “jogos altamente lucrativos” no seu currículo.

Kabrutus é outro exemplo da mesma espécie que também era outro picolé de chuchu do YouTube e da Twitch. O que o tornou mais conhecido foi quando ele criou um perfil de curadoria na Steam apontando jogos que tinham envolvimento da Sweet Baby Inc. Essa foi uma tentativa fracassada desses trambiqueiros de tentar emplacar outro Gamergate e fomentar suas redes sociais. Tiveram mais sucesso no segundo do que no primeiro.

Falar apenas da Sweet Baby Inc. não dava alcance o bastante, então o Kabrutus expandiu para algo mais abrangente, e abstrato, como as políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Daí ele criou um site que servia basicamente para dizer qual jogo tinha nenhuma, pouca ou muita lacração. No canto superior do site havia um botão que redirecionava para uma conta no site Buy Me a Coffee, plataforma para apoiar financeiramente criadores de conteúdo. O perfil do site já não existe mais, porém agora tem um do próprio Kabrutus que ele coloca lá no Twitter que é a rede social que ele conseguiu angariar mais seguidores.

Acho que já deu para entender qual é a estratégia dos vigaristas marketeiros, né? Eles usam as mesmas táticas discursivas dos produtores, porém tentam converter essa atenção para uma plataforma paralela onde eles possam ganhar dinheiro diretamente de quem cai na conversa deles. Contudo, esse é um caminho ainda mais complicado de se seguir. Apesar de ser uma comunidade idiotizada, essas pessoas não estão tão dispostas assim de abrir a carteira para qualquer um. É preciso enganá-las convencê-las de que existe algum serviço de utilidade pública ou a possibilidade de receber algum produto. Quem conseguiu isso com mais sucesso foi o Grummz.

Grummz é um caso especial entre os picaretas porque, assim como Chief, não estou 100% convencido que ele não acredita no que fala. Depois daquele tweet de Rayman, tenho certeza que algo muito engraçado aconteceria se a polícia desse uma olhadinha no computador dele. Mas não precisamos conjecturar por qual artigo do Código Penal ele será enquadrado no futuro, pois tem coisas mais substanciais para falar sobre esta pessoa que tem a idade para ser o meu pai.

Mas meu pai pelo menos tem uma namorada que não é feita de algodão e fibra siliconada!

Outra coisa que diferencia o Grummz dos demais picaretas é que ele trabalhou de fato na indústria dos videogames. Seu nome real é Mark Kern e durante quase dez anos ele foi funcionário da amabilíssima Blizzard Entertainment. Consta que lá ele atuou em jogos como StarCraft, Diablo II e World of Warcraft, embora a real contribuição dele em tais jogos não esteja tão clara. No banco de dados do Moby Games, por exemplo, ele não tem um crédito sequer como desenvolvedor e sim produtor ou team lead. Em 2005, o Grummz deixou a Blizzard para criar seu próprio estúdio, a Red 5 Studios, que teve como seu principal (e único) projeto um MMO shooter de nome Firefall. Como muitos de vocês devem estar se perguntando que diabos de jogo é esse, acho que já temos a resposta sobre o quanto essa empreitada deu certo.

O que tem de mais pertinente nessa história é que o Grummz conseguiu ser expulso da Red 5 Studios quando ele era CEO. Alguns artigos da época ilustram a liderança dele como terrível, gastando muito dinheiro na promoção de Firefall e também tomando decisões questionáveis que ninguém da equipe podia contrariar. Grummz foi demitido em 2013, Firefall foi lançado em 2014 e em 2017 seus servidores foram fechados. Aproveitando o fim do jogo, naquele mesmo ano Grummz reaparece com seu novo golpe projeto: Em-8er.

O jogo se apresentou como um sucessor espiritual de Firefall onde os jogadores controlariam mechas para enfrentar uma facção de kaijus numa guerra planetária. O Grummz criou uma campanha de financiamento coletivo no site Indiegogo, onde angariou mais de 100 mil dólares, e abriu a Crixa Labs. Passados nove anos, em que estado de desenvolvimento vocês acham que Em-8er se encontra? Pois é!

Nos anos que se seguiram, o Grummz conseguiu mais dinheiro dos seus apoiadores com assinaturas mensais e venda de cosméticos digitais para o jogo. O desenvolvimento de Em-8er era lento e então se tornou glacial. O material que foi divulgado publicamente é ínfimo, mostrando alguns modelos de personagens e algumas lives que o Grummz se prestou a fazer falando do projeto. O que existe de mais substancial é entregue, quando é entregue, apenas para os apoiadores de Em-8er. Hoje no Twitter existe o perfil Victims of Grummz que vem registrando todos os problemas na condução desse projeto e dando voz aos otários usuários que se sentiram lesados depois de tantos anos de contribuição.

A última atualização de Em-8er divulgada pelo Grummz no seu perfil de Twitter foi no final do ano passado. Não há qualquer menção do projeto nesses últimos sete meses. As pessoas que ainda acham que Em-8er está sendo desenvolvido já entraram no modo Arquivo X de “Eu quero acreditar”. E, do fundo do meu coração, bem feito! Quem fica nove anos apoiando o projeto de um cara que passa mais tempo reclamando de redução mamária de personagens fictícias no Twitter do que administrando o desenvolvimento do seu jogo tem mais é que ser tirado para trouxa mesmo. O cara escreve quinhentos tweets toda semana reclamando da cultura woke, mas não pode falar do jogo no qual – supostamente – ele deveria estar trabalhando?

Dois anos atrás algumas pessoas começaram a chamar Em-8er por aquilo que era, um golpe. Em vez de vir a público e mostrar algo substancial do projeto, o que o Grummz fez? Como todo bom vigarista, ele recuou e usou a carta da vítima perseguida. Este é um texto que ele publicou no Twitter em 7 de Abril de 2024:

Em toda apresentação que faço, me pedem para promover o projeto, mas eu digo não, vamos manter o foco nos problemas. Eu nunca faço propaganda do meu jogo. Mas agora as pessoas querem saber sobre ele porque “jornalistas” com agendas de DEI muito óbvias jogaram no ar que é uma espécie de pegadinha porque nós, coletivamente como gamers, estamos dando um pé na bunda deles nas últimas 3 semanas. Eles estão perdendo e estão desesperados.

Em-8ER é um projeto incrível, meu projeto de paixão, que vai estar naquele “sweet spot” de AA. Ele teve altos e baixos, minha saúde e a saúde da minha família foram parte disso (muito melhor agora), e nós estivemos no meio de um relançamento. Durante esse tempo, meses atrás, desligamos todos os pacotes de apoiadores porque eu não me sinto confortável vendendo pacotes até relançarmos o projeto. Não vendemos pacotes para nenhum novato (nós fazemos, 2 dias de cada mês, uma janela limitada para apoiadores existentes atualizarem se quiserem).

Somos 100% financiados por crowdfunding porque eu acredito que devemos ser livres de dinheiro de DEI como capital de risco e dinheiro de editoras AAA. Nossos apoiadores concordam. Também estamos olhando para abrir nossa plataforma de financiamento personalizada para outros jogos, para que os Patreons do mundo não possam cancelá-los, e os gamers possam se conectar a grandes projetos livres de DEI e criadores, jogos, mods e possivelmente tabletop.

Eu amo o jogo e a ótima comunidade que construímos ao redor dele. A comunidade de apoiadores tem sido muito solidária e vocês podem perguntar a eles mesmos no nosso Discord. É engraçado como desde esses ataques de jornalistas, tenho uma onda de novas pessoas perguntando se podem apoiar o projeto e eu tenho que dizer a elas desculpa, não estamos fazendo isso agora. De novo, jornalistas esperneiam, e nós só continuamos vencendo e dando um pé na bunda deles.

Vai ser um ano incrível para o Em-8ER e eu me orgulho dele.

Estamos todos no meio de ajudar a mudar o mundo dos games agora, e o Em-8ER vai ser uma parte importante disso. Só lembrem que o momento em que você está vencendo é quando todo jornalista rabugento do mundo tenta te arrastar para baixo.

Eles estão com medo, e nós vamos vencer. Vamos derrotar o DEI e libertar nossos jogos e os devs mantidos reféns pelos Porcos do Cancelamento.

Eu pergunto: como é que alguém acredita nessa máquina de lero-lero? Não me surpreenderia se daqui um ano o Grummz surgisse dizendo que infelizmente Em-8er teve que ser cancelado. A culpa será de quem? Dos “jornalistas woke” que “espalharam mentiras” sobre Em-8er e assim ele foi incapaz de conseguir investidores para o jogo. Porque ele já meteu essa também de dizer que estava procurando novos apoiadores para financiar o projeto. Aí sabe o que vai acontecer? Ele virá com outra campanha de financiamento coletivo pedindo a SUA ajuda para fazer Em-8er ou o próximo golpe que ele inventar acontecer. “DEI free”, óbvio.

No fim das contas, é para isso que esse papo de guerra cultural serve. Primeiro ele funciona como uma isca que atrai esse tipo de gamer radicalizado, depois se torna um disfarce para que os vigaristas escondam que não sabem de nada do que estão falando ou prometendo. Num tem o Yorch Torch Games que eu mencionei lá atrás? Um dos seus últimos artigos é sobre como 007: First Light falhou em alcançar 3 milhões de unidades vendidas na sua primeira semana. O jogo vendeu 2,7 milhões pelo que foi reportado pela IO Interactive e o texto do ChatGPT, perdão, do Yorch tenta te convencer como essa diferença de 300 mil cópias indica que o jogo está mal das pernas. Essa é a grande “análise” dele.

Por que ele decidiu criar essa narrativa em volta de 007: First Light? Ora, porque teve gamer chorando que no jogo tinha lacração, que emascularam o James Bond, toda aquela conversa maluca que acompanha qualquer lançamento. Portanto, como o picareta que é, o Yorch fez um artigo reforçando essa crença na esperança que ele convença algum desses a assinar o seu Substack para receber as mesmas bobagens que ele fala de graça. A diferença é que existe um verniz de ser uma análise de mercado séria.

Grummz é farinha do mesmo saco, ele só teve mais sucesso em capitalizar em cima desses gamers reacionários. Ele se apoia no fato de ter trabalhado na indústria para dar alguma credibilidade ao seu projeto, só que até onde a gente sabe ele nunca dirigiu um jogo de verdade. O Grummz não é um designer de jogos com ampla experiência, ele é só um maluco esquisito que queria que uma personagem de Rayman fosse peituda. Como existem outros milhares de malucos esquisitos que também queriam que a personagem de Rayman fosse peituda, o otário e o malandro se encontram sem precisarem sair de casa. E aí a máquina dos picaretas segue funcionando!


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