TBT #1: Monkey Island, Games Cut, Jogospectivas e Halloween

Capa da primeira postagem de TBT do Backlogger que reúne quatro textos: a primeira crítica postada no site (Return to Monkey Island), o primeiro Game Cuts com The friends of Ringo Ishikawa, a primeira lista com jogos de terror para o Halloween e a primeira Jogospectiva

Eu sempre estou num conflito aqui no blog. Ao mesmo tempo que tento manter os pés no chão, eu alimento a esperança que um dia vou ganhar algum dinheiro com o Backlogger. Não para viver disso, não me iludo tanto assim, mas o suficiente para arcar com os custos de hospedagem. Portanto, vira e mexe eu penso se tem algo que eu possa fazer para melhorar o desempenho do site no ranqueamento do Google.

Uma das coisas que eu gostaria de ter no site é alguma frequência de publicação em que pelo menos saísse um texto toda semana. Porém, no meu jeito prolixo de escrever, acaba sendo muito difícil garantir isso. Nem mesmo os quadros de BO da Semana e Rapidinhas, que eu criei para abrir essa possibilidade de lançar textos mais rápidos, serviu para isso porque calhou que nem sempre eu tenho algo que eu posso – e mais importante, que eu queira – falar.

Em paralelo, outra coisa que sempre me pego pensando é como resgatar alguns dos textos mais antigos para quem está chegando agora. Ainda mais que ultimamente meu perfil no Twitter tem alcançado mais pessoas e eu gosto de acreditar que algumas delas resolvem acompanhar o meu blog. Supondo que isso aconteça, duvido muito que esses leitores recém-convertidos vão escavar os quatro anos de publicações que tenho aqui.

Para isso eu tenho dois incentivos. O primeiro é o menu de “Leia também” que fica lá embaixo das páginas e, sempre que há uma oportunidade, eu linko um texto no outro. Um exemplo recente foi na minha crítica de The Excavation of Hob’s Barrow em que consegui citar “Uma introdução ao terror folclórico“, artigo que escrevi três anos atrás. Mesmo assim eu dependo da vontade desse leitor hipotético de hipoteticamente clicar no link e hipoteticamente ler outro texto ao terminar o primeiro e eu queria algo mais do que essas hipóteses.

Semanas atrás eu estava stalkeando olhando o Instagram e caí numa daquelas postagens de quinta-feira nostálgica, do inglês “throwback thursday” (TBT). Ali eu tive uma epifania e percebi que tinha como matar dois coelhos com uma cajadada só adaptando esse formato para o blog.

Então como vai funcionar o TBT à moda Backlogger?

Toda semana em que eu ver que conseguirei publicar algo, eu vou pegar de 3 a 4 textos antigos e fazer uma pequena lista de recomendação. A intenção é fazer algo bem simples, com alguns comentários e reflexões sobre o texto e como foi escrevê-los. Vou dar prioridade para aqueles que têm dois anos ou mais de publicação, mas é bem possível que algumas vezes eu fale de algo do ano anterior. Por bem possível eu quero dizer que já tenho ideia para um TBT assim em dezembro. Por se tratar de um texto mais descontraído e curto (assim espero), acredito que serei capaz de escrevê-los de um dia para ou outro e desse modo vira um bom tapa-buraco pro blog.

As escolhas de textos podem ser aleatórias ou girar em torno de um tema específico como será hoje. Já que esse é o primeiro TBT, achei que seria legal trazer outros primeiros que nasceram quando eu tinha outro site numa plataforma gratuita. Então falarei sobre a minha primeira crítica de Return to Monkey Island, meu “primeiro” texto do quadro de Games Cut, meu primeiro texto da tradição do Halloween e, por fim, minha “primeira” Jogospectiva. As aspas mostram que eu não consigo escrever uma lista sequer sem alguma trapaça.

1. Um retorno triunfal e nostálgico (talvez controverso) a Monkey Island

Livro de memórias de Return to Monkey Island
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Começar falando de Return to Monkey Island é algo simbólico em várias camadas de nostalgia. Começa que esse foi o primeiro texto que eu publiquei num site próprio. Inclusive, caso queiram conferir a crítica depois, ontem completou exatos quatro anos da sua publicação. Depois tem o fato que Secret of the Monkey Island foi o jogo que me fez gostar de aventura point and click e a franquia como um todo é bem especial para mim. Por fim, pode-se dizer que a nostalgia está na própria produção do jogo já que marcou o retorno do Ron Gilbert, a mente criativa por trás dos dois títulos dessa série.

Para o público geral não fazia muita diferença, mas para os fãs havia muita expectativa em torno de Return to Monkey Island. Estávamos há mais de dez anos sem um novo jogo, além de que muitos imaginavam que este seria o lendário terceiro capítulo que o Ron planejava fazer antes de sair da LucasArts. A franquia continuou sob nova direção com The Curse of Monkey Island – bom jogo, aliás – porém os fãs sonhavam com a versão do criador original. Por isso que me agradou muito que o Ron não tentou fazer esse terceiro capítulo e usou a oportunidade para discutir a passagem do tempo e como as coisas, as pessoas e ele próprio mudaram.

Falando do texto, também me deu uma nostalgia ver como eu escrevia minhas críticas no começo. Hoje eu prefiro fazer um texto corrido e não separá-lo em tópicos, ainda uso para outros formatos do blog, que ao meu ver deixa a leitura mais fluída. Também é bom para ver a minha evolução já que gosto de acreditar que escrevo bem melhor hoje do que quatro anos atrás. Eu mexeria em algumas coisas neles, mas ainda considero um bom texto e faz jus a tudo que senti jogando Return to Monkey Island.

2. O tempo em The Friends of Ringo Ishikawa

Ringo, protagonista de The friends of Ringo Ishikawa, olhando a rua da sacada do seu apartamento
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Antes do Backlogger teve o Belmonteiro’s Log e antes do Belmonteiro’s Log teve meu perfil no Medium. As primeiras coisas que escrevi na internet foram mini-reviews no formato de fios no Twitter, porém em pouco tempo a limitação de caracteres me deu nos nervos. Fui para o Medium então para poder publicar textos mais elaborados e lá nasceu o quadro de Game Cuts, onde eu pegava um aspecto específico de um ou mais jogos para abrir uma discussão.

Em “O tempo em The Friends of Ringo Ishikawa” eu falei sobre, bom, o tempo. Tanto numa questão prática dentro da jogabilidade, como também reflexiva dentro da narrativa, só que não foi com esse texto que tudo começou, o primeiro de verdade é “Castlevania, imaginação e a entrada triunfal“. Mas eu prefiro o texto de The Friends of Ringo Ishikawa porque sempre fico pensando na vida quando decido relê-lo. Acho que não teve outro desse quadro que conseguiu surtir semelhante efeito em mim.

Agora uma coisa engraçada é que quando eu volto a esse texto eu me divirto lembrando que sou tretado com o desenvolvedor. Para não deixar vocês com uma fofoca contada pela metade, o cara que fez The Friends of Ringo Ishikawa, Yeo, vivia cagando-regra em cima de jogo alheio, todo mordido porque os seus não recebiam a atenção que ele acreditava que mereciam. O Yeo também não respondia muito bem às críticas e estava sempre fazendo egosearch para brigar com os outros. Numa dessas ele achou um tweet meu e o resto é história. O pior é que sobrou até para um amigo meu que levou de graça só porque me seguia. Pelo menos ganhei uma anedota para contar!

3. 10 jogos (e 1 filme) de terror que não são survival horror

Fatal Frame: The Movie é um título para cinema de Fatal Frame, uma das melhores franquias de survival horror dos vídeo games
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Originalmente essa lista não fazia parte dos meus textos de Dia das Bruxas, foi apenas uma feliz coincidência. Tanto é que foi publicado no dia 29 e não no dia 31. Se não me engano, só comecei a tradição no ano seguinte. De qualquer forma, isso cria agora uma segunda feliz coincidência porque eu pretendo resgatar o tema dessa lista para o texto de 2026. Fiquem atentos! Agora como eu enrolo por mais dois parágrafos?

Não tenho muito o que dizer porque o sentimento que me fez criar essa lista quatro anos atrás é o mesmo sentimento que me move hoje. Eu não gosto que o survival horror tenha uma dominância tão grande assim no imaginário dos jogos de terror porque incentiva os estúdios a não saírem do “residentevilike”. Dá para fazer muita coisa, tanto em mecânicas quanto em gêneros, em vez de lançar mais outro tiro em terceira pessoa com mira sobre o ombro. Nem o Resident Evil: Requiem escapou dessa homogeneização!

Pelo menos me diverte ver que até lá atrás eu já dava minhas trapaceadas nas listas. Seja para recomendar mais de um jogo no mesmo item, como fiz com The Strange Men Anthology, ou simplesmente meter o foda-se e tacar um filme de terror no meio também. Gosto bastante dessa característica das minhas listas porque coloca um pouquinho mais de personalidade nelas. Ok, não sei mais como enrolar. Vamos para o último!

4. Jogospectiva 2022

Jogospectiva 2022 com meus jogos favoritos zerados naquele ano
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Tenho minhas suspeitas que foi essa tradição de Jogospectiva, a lista que solto todo dezembro para recomendar os jogos que mais curti naquele ano, que me motivou inconscientemente a fazer o TBT. Porque em abril, ontem tem mais uma tradição que são meus textos de aniversário, eu republiquei aqui a minha primeira Jogospectiva que também surgiu lá no Medium só que com um formato diferente.

Não sei se já comentei isso antes, mas os textos de Jogospectiva são um dos que eu mais gosto de fazer. Sempre me deixa satisfeito ver como é uma lista variada que incentiva as pessoas a procurar jogos para além dos lançamentos do ano. Afinal, esse é o principal intuito do Backlogger e espero que esteja funcionando dentro do meu humilde alcance. O dia que alguém me disser que jogo The Legend of the River King por minha causa, eu acho que posso dar meu trabalho por encerrado!

Não tenho nenhum comentário particular sobre a Jogospectiva de 2022. Nem mesmo posso dar risada do amadorismo da minha thumb porque isso se mantém até hoje. Ah sim! Tem algo que essa lista mostra que é a minha enorme dificuldade em decidir coisas. Preciso inventar meia dúzia de critérios porque caso contrário ou eu deixo o texto quilométrico ou eu não faço. Por isso que raramente eu participo daquelas correntes de redes sociais e cada ano fica um pouco mais difícil.

ISSO É (QUASE) TUDO PESSOAL!

Por se tratar do primeiro TBT, o texto ficou um pouquinho maior do que eu queria. As futuras publicações devem ficar menores porque serei mais sucinto na introdução. Também não acho que vou adicionar esse tópico final em cada TBT que eu fizer, somente se eu tiver algo realmente relevante para adicionar. Mas o formato será esse mesmo que vocês leram e sempre nas quintas-feiras.

Aproveito para destacar outra vez que o TBT não será um quadro recorrente. Como eu disse, é um tapa-buraco para garantir que tenha pelo menos um conteúdo no blog toda semana. Este texto em especial foi uma exceção porque eu queria aproveitar esta data específica para estrear o quadro. Daqui para frente eu só farei quando precisar preencher alguma lacuna.

Agora sim isso é tudo, pessoal!


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2 comentários em “TBT #1: Monkey Island, Games Cut, Jogospectivas e Halloween”

  1. Esperando um texto seu detonando (é, mais uma vez) o gamer médio que está fazendo review bombing do novo Castlevania só porque a protagonista é uma (veja só que horror) mulher kkkk

    1. Eu tô tentando fugir desses comentários porque depois do arco de Resident Evil eu não tenho mais saúdo mental pra enfrentar outro bando de fãs malucos, hahaha. Também tá foda o tempo hábil porque eu preciso terminar o texto do Dia das Bruxas

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